
Quando eu lembro de nós dois, eu vejo o quanto eu era feliz, e eu sabia bem disso. Era tudo tão bom, poder te ver todos os dias, e te abraçar, poder conversar com você, desabafar. Você foi se tornando aos poucos, o meu melhor amigo. Eu desabafava com você, você sabia me ouvir, me dar conselhos, ah.. eu adorava ouvir sua voz. Adorava te ligar, e você ficar me falando coisas que me faziam sorrir.
Eu sinto falta de poder conversar com você, de poder te abraçar, e sentir seu cheiro. Aquelas tardes me faziam bem, eu realmente estava feliz. E sei lá, eu acho que aproveitei enquanto eu pude, não me arrependo de nada. Ou talvez só me arrependa de ter sido um pouco inocente demais. Eu estava muito apaixonada, e não ouvia a razão, e sim a emoção.
Mas de repente tudo acabou, sem mais nem menos. E sabe, eu queria que tivesse tido uma explicação ao menos, um motivo ao certo pra você ir. Mas não, você preferiu me deixar, e me fazer sofrer, e é incrível como você consegue mexer comigo, e me fazer sofrer por qualquer coisa. Eu sofri muito depois de você ter ido, mas não deixava transparecer isso, pois se uma coisa que eu tenho, é orgulho. Não me faço de coitadinha jamais, ninguém precisa saber se eu tô sofrendo ou não.
Eu fiquei perdida, e confusa. Não queria me envolver com mais ninguém, porque sabia que iria me magoar de novo. E quando eu tinha certeza que já tinha esquecido você, e sabia que você nunca mais ia mexer comigo, me deixar mal, eu te reencontrei. Fazia tanto tempo já que não nos víamos, e quando isso finalmente aconteceu, fiquei sem jeito, não soube o que fazer.
Porém, esperava um gesto bonito da sua parte, pelo menos por consideração a amizade que tínhamos. Mas você foi tão frio, e agiu indiferente, como se eu nunca tivesse feito parte da sua vida (e talvez eu realmente não tenha feito). Eu fui realmente muito ingênua ao acreditar que você nunca me deixaria, que sempre estaria comigo quando eu precisasse. Não sei se você realmente gostou de mim, da mesma forma que gostei de você, mas isso não importa mais, agora não. Eu só tô confusa, não sei o que sinto, e por quem sinto.
Talvez eu ainda sinta algo por você, mas é algo que eu consigo controlar, ao contrário de antes, que as borboletas não me deixavam ao menos dormir. Mas não tem problema, eu vou seguir minha vida, e você vai seguir a sua, e tenho certeza que você já está fazendo isso. Não importa, se acontecer de eu ter a certeza que ainda gosto de você eu vou sofrer em silêncio, é melhor assim. Um dia essa doença vai acabar, eu acredito nisso. Afinal, você não foi o primeiro, e não será o último.
Oieee, rs. Awn, adorei quando vi seu comentário, e fico muito feliz por ver que alguém gosta do que escrevo :) Tô seguindo teu blog também, mto legal! Beijosss
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