domingo, 22 de janeiro de 2012

Abstinência



Eu adoro passear, viajar, de sair um pouco da pequena na verdade minúscula cidade onde eu moro, embora nem sempre faça isso. E como sempre, não dá pra sair sem fones de ouvido, eles simplesmente são essenciais numa viagem, por mais pequena que seja; eles sempre me distraem pra sair, pois viajo pra muuuito longe quando ouço música. Coloco o player no aleatório, e deixo tocar a viagem inteira.

E quando chega aquela música, pra ser mais exata, a nossa música, começo a me sentir mal, me dá uma sensação estranha. Aquela música ficou simplesmente eternizada dentro de mim, não tem como ouvi-la e não lembrar de você, de mim, de nós dois juntos. Mas não vou colocar a culpa na música, não. O verdadeiro problema é que não é a simples música que me deixa mal, que me faz lembrar de você, na verdade, tudo ao meu redor me faz lembrar, tudo me faz ficar com ainda mais saudade.

Pensar que você está a 9798745513217 quilômetros de mim só me faz sofrer ainda mais, só me faz me deixar mais cabisbaixa. Não vou sair por aí gritando o quanto eu te amo e o quanto eu te quero enquanto não tiver certeza se realmente vale sofrer por você. Mas apesar de tudo, eu sei que preciso de você aqui, preciso do seu abraço, do seu beijo, do seu perfume.

Não dá mais pra continuar sem te ver, sem ter notícias suas. Você diz que vai ficar tudo bem, mas não vai, enquanto eu não poder te ver, te tocar. Eu tô me segurando pra não ir aí, e nunca mais deixar você fugir. E ao mesmo tempo que eu quero te ver, eu quero que você fique longe de mim pra eu poder finalmente te esquecer. Você é o meu vício, e o meu remédio, e a saudade, a vontade de você só tá aumentando.

Talvez seja uma abstinência.

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